Um dia desses, domingo cinzento e mau humorado, quatro paredes não eram suficientes pra mim. Havia inquietação, sufocamento e a alma pedia por ar em movimento e luz em exesso. Meus amigos estavam ocupados em seus afazeres e diversões, minha companheira de flanagem incluída nisso. Me senti só naquele momento, mesmo minha família estando espalhada por todos os cômodos daquela casa.
Saí, não aguentei a pressão, e nem deveria ter aguentado.
O que eu queria de verdade não era somente mais espaço, sair de casa. Eu qeuria flanar por algum lugar bonito. O primeiro lugar que veio à mente foi a Lagoa da Pampulha, que mesmo sendo o mais perto ainda era longe para uma caminhada. Mas as distâncias nunca me intimidaram e bastou um pé na rua para que eu não prestasse mais atenção nesse detalhe.
Com os passos, os problemas bobos que pululavam minha mente insana, as questões óbvias e as futilidades iam se dissolvendo no céu cheio de nuvens, nos pingos fininhos que caíam aqui e ali, na textura do asffalto. Tudo de ruim dava lugar à rua.
As ruas daquele bairro, esse em que moro e no qual não estou agora, são ruas feias. Há algo de destoante entre as casas e seus acabamentos, um desalinhamento de traços que as compõem. Exitem calçamentos quebrados e desarmônicos, e as favelas estão à vista, naõ muito longe. Mas apesar de tudo são ruas amigáveis, não é um desconforto psicológico passar por elas, só visual.
Para cada morro que desce existe um que sobe, Desci e subi duas vezes enquanto o céu ficava mais cinza. Haviam cruzamentos chatos de se atravessar. Ruas movimentadas me lembram burocracia.
Finalmente desaguei na lagoa e as cores e traços, linhas e padrões se tornavam mais hamônicos ali.
O trajeto que fiz na lagoa foi novo pra mim, pelo menos a pé. Haviam árvores de todo tipo, árvores que tornavam a atmosfera mais lânguida e pacífica. Passei a me sentir assim também.
No caminho havia um bando de capivaras, estavam a poucos metros de mim, quase uma escadinha: da maior para a menor. Depois havia o museu de arte da pampulha. Nunca tinha o visto de perto antes.
Minha idéia era achar um banco e me sentar. Ao invés achei uma árvore gorducha e alta, com uma copa salpicada de flores amarelas. Formigas me fizeram companhia. A terra ali embaixo estava seca e eu pude me sentar sem culpa de sujar minhas roupas. Sou um flaneur almofadinha.
Me lembrei de alguém e mandei uma mensagem por celular para contar a esse alguém. Aproveitei a chuva pingando na água da lagoa. Era uma trilha sonora agradável.
Na volta observei atentamente pela primeira vez o museu de arte da pampulha. As estátuas negras (de mármore?) são bonitas: uma mulher cá na frente, um homem lá atrás. ELe sentado, ela flutuando sem os mebros. Uma placa tem uma carta escrita por Niemeyer, ou algo do tipo. Li e retomeu meu caminho. Havia muito o que andar de volta, subir e descer duas vezes mais. Cheguei cansado, mas satisfeito.
Saí, não aguentei a pressão, e nem deveria ter aguentado.
O que eu queria de verdade não era somente mais espaço, sair de casa. Eu qeuria flanar por algum lugar bonito. O primeiro lugar que veio à mente foi a Lagoa da Pampulha, que mesmo sendo o mais perto ainda era longe para uma caminhada. Mas as distâncias nunca me intimidaram e bastou um pé na rua para que eu não prestasse mais atenção nesse detalhe.
Com os passos, os problemas bobos que pululavam minha mente insana, as questões óbvias e as futilidades iam se dissolvendo no céu cheio de nuvens, nos pingos fininhos que caíam aqui e ali, na textura do asffalto. Tudo de ruim dava lugar à rua.
As ruas daquele bairro, esse em que moro e no qual não estou agora, são ruas feias. Há algo de destoante entre as casas e seus acabamentos, um desalinhamento de traços que as compõem. Exitem calçamentos quebrados e desarmônicos, e as favelas estão à vista, naõ muito longe. Mas apesar de tudo são ruas amigáveis, não é um desconforto psicológico passar por elas, só visual.
Para cada morro que desce existe um que sobe, Desci e subi duas vezes enquanto o céu ficava mais cinza. Haviam cruzamentos chatos de se atravessar. Ruas movimentadas me lembram burocracia.
Finalmente desaguei na lagoa e as cores e traços, linhas e padrões se tornavam mais hamônicos ali.
O trajeto que fiz na lagoa foi novo pra mim, pelo menos a pé. Haviam árvores de todo tipo, árvores que tornavam a atmosfera mais lânguida e pacífica. Passei a me sentir assim também.
No caminho havia um bando de capivaras, estavam a poucos metros de mim, quase uma escadinha: da maior para a menor. Depois havia o museu de arte da pampulha. Nunca tinha o visto de perto antes.
Minha idéia era achar um banco e me sentar. Ao invés achei uma árvore gorducha e alta, com uma copa salpicada de flores amarelas. Formigas me fizeram companhia. A terra ali embaixo estava seca e eu pude me sentar sem culpa de sujar minhas roupas. Sou um flaneur almofadinha.
Me lembrei de alguém e mandei uma mensagem por celular para contar a esse alguém. Aproveitei a chuva pingando na água da lagoa. Era uma trilha sonora agradável.
Na volta observei atentamente pela primeira vez o museu de arte da pampulha. As estátuas negras (de mármore?) são bonitas: uma mulher cá na frente, um homem lá atrás. ELe sentado, ela flutuando sem os mebros. Uma placa tem uma carta escrita por Niemeyer, ou algo do tipo. Li e retomeu meu caminho. Havia muito o que andar de volta, subir e descer duas vezes mais. Cheguei cansado, mas satisfeito.
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